Viver a Própria Verdade, Rumo ao Desconhecido

Tem-se tornado cada vez mais recorrente dar por mim sem ter o que dizer, de tanto querer dizer. Eu poderia perfeitamente optar por me calar, mas que piada teria enclausurar ideias que, à sua maneira, querem saltar cá para fora? Além disso, tem sido engraçado observar como é que o meu fluxo de pensamentos funciona, quando lhes dou a devida atenção. Muita coisa pode acontecer se eu simplesmente me abrir. E por muito repetitivo que seja registar estes momentos de alienação, só resume a minha humanidade. Portanto, não tenho o que temer ao expor quando a minha criatividade se emaranha nela mesma.

As descobertas dos últimos dias são como que pequenos tesouros com os quais me queria cruzar, há algum tempo.

Tenho sido presenteada com a oportunidade de me aprofundar em mim mesma, de dar voz a sussurros que pesavam… De me vulnerabilizar, sobretudo ao testar o meu receio do julgamento. A cada dia, tenho compreendido o que é isso de me amar na íntegra, abraçando demónios, facetas obscuras, camadas de luz, tudo numa sintonia perfeita e equilibrada. Agora, posso afirmar do que se trata o amor próprio.

É, então, cuidar de mim mesma quando penso que está tudo bem… E, na verdade, não estar. Tem sido olhar para o passado, recuperar detalhes que me amarguraram e dizer-lhes que eles já podem partir e criar espaço… Criar espaço para que um novo olhar sobre a vida vença, para que a minha curiosidade se renove e se revele. Dar abertura a novas experiências e não recear, acima de tudo, ter esperança quanto ao utópico, ao suposto impossível. Ter paciência.

Tudo o que aqui digo poderá não ter sentido. Honestamente, não quero que tenha.

Neste exato momento, sinto-me bonita. Livre do que me pesava. Disposta a escavar ainda mais e conhecer cada vértice dos meus traumas. Capaz de chorar por estar a lutar a meu favor. Desejo dar-me a conhecer, por muito que isso implique quebrar preconceitos, expor inseguranças, dialogar com o medo. Quero-o com a mesma intensidade que, ao longo destes anos, preferi esconder-me.

Almejo desconstruir os meus conceitos de amor e construir um novo. Sozinha, acompanhada, numa simbiose transcedental e apaixonada. Neste exato momento da minha vida, dona da minha verdade, admito querer começar a viver em condições. E viver, do meu ponto de vista, cinge-se a fazer o meu caminho, despreocupada quanto às impressões que deixar, capaz de me afastar do que me prejudicar. Significa, portanto, focar-me no que me acrescenta, em quem me acrescenta, e viver em nome do amor.

Viver em comunhão com a autenticidade e aprender, aqui e dali, o que ela é.
É isso.
Viver para mim. Segundo as minhas regras. Sem medos.

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  1. Pingback: FOLHAS SOLTAS | terça-feira, 13 de abril de 2021 | imperium blog

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