LIFESTYLE PESSOAL

PORQUE DEVEMOS TER PLANTAS EM CASA (E QUE VAI MUITO ALÉM DO MUNDO FÍSICO)

20 de Março, 2020

Existem muitos benefícios. Desde a limpeza do ar até à decoração de determinado canto da casa. Existem ene razões para se ter plantas em nossa posse, mas hoje, o meu foco é outro. Quero focar-me na minha experiência pessoal, íntima e espiritual e que se encontra muito vinculada à minha decisão de querer ter plantas no meu quarto, pois, eu sempre tive plantas em casa. O que mudou foi ter ganho consciência do quão benéfico é partilhar um mesmo espaço com elas. Se lhes ganhei algum afeto devo-o à minha mãe, que sempre adorou ter e cuidar das suas verdinhas. Junto a outras qualidades, sempre a encarei com bastante fascínio devido a esta sua relação com a natureza e que, muito provavelmente, é consequência de ela ter nascido e crescido numa ilha verdejante.

A primeira planta que adquiri foi um cacto, pelo qual me enamorei num dos corredores do Lidl. Não quis deixar passar a oportunidade, portanto, comprei-o. Eu era uma leiga, não percebia nada de suculentas – porque todos os cactos são suculentas e nem todas as suculentas são cactos – e só me debati com a necessidade de pesquisar mais acerca do assunto quando o meu cacto começou a morrer. Não por falta de água mas sim pelo excesso e má aplicação da mesma. Repito: eu era uma leiga acerca de suculentas. Não mais me esquecerei do dia em que encarei o cacto e enxuguei umas lágrimas, de tão triste que estava. Para além do mais, estava a ser uma fase bastante complicada na faculdade, logo, tudo o que contribuísse para o declínio do meu amor-próprio, era muito bem acomodado.

Considerei em desistir de ter plantas, mas ergui a cabeça e persisti. A segunda foi uma echeveria, que tenho até hoje, embora esteja mais pequena, pois, descobri que o seu caule estava doente e tive de proceder, colocando em prática os conhecimentos que fui adquirindo com as minhas pesquisas. Depois da echeveria, veio uma crassula que, semanas depois, não aguentou e apenas deixou algumas folhas, duas das quais sobreviveram e que, atualmente enraizadas, já brotaram e se encontram lindíssimas! O gosto pela coisa foi-se intensificando e eu fui adquirindo mais e mais tipos de suculentas, ao ponto de me ter obrigado a cingir-me com as que tenho e propagá-las. Tem vindo a resultar.

Nestes dois anos, ter plantas ensinou-me a compreender o ciclo da vida e o porquê de certos caminhos não nos levarem aonde desejamos. Tal como certas folhas que não criam raízes nem brotos, acabando por murchar, há certos caminhos que não são para nós. Lá porque concentram todas as razões para funcionar, não quer dizer que funcionarão… Apenas não funcionam e está tudo bem. As minhas suculentas ensinaram-me a apreciar a beleza das pequenas e grandes etapas, a beleza do detalhe e do todo. É muito bonito observar um terreno vasto e pincelado de todas as cores e feitios, mas é de igual modo tranquilizante ver como é que uma simples raiz é capaz de carregar uma singularidade pelo modo como procura a luz do sol.

Um dos maiores benefícios de se ter plantas foi ter aprendido a escutar o que guardo dentro de mim, foi ter aprendido a confiar na minha intuição, foi ter desenvolvido um conhecimento que, há dois anos, me pareceu indecifrável. Se eu já nutria um respeito imenso pela Natureza, este tem-se intensificado e se moldando, diariamente. Ainda há muita coisa que tenho – e quero! – aprender acerca de plantas como um todo, apesar de todos os dias serem uma bela desculpa para pesquisar uma ou outra informação pertinente! E embora saiba que jamais poderei ser capaz de deter todos os conhecimentos relacionados com elas, tranquiliza-me saber que coexistimos num plano onde poderemos trabalhar para sermos o que bem entendermos, respeitando os brindes do Universo. Posso não ser uma planta, contudo, tenho vindo a sentir como uma: de modo simples, cordial e único! ♥

Contem-me: também nutrem este carinho por plantas? Têm algum na vossa casa? ♥

O que pensas sobre o assunto? Gostaria de ler a tua opinião! ♥

%d bloggers like this: