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A história de um coração ambíguo

21 de Novembro, 2017
Quero escrever-lhe. Não para que repare na minha presença, mas sim porque sei que me sentirei bem mais leve, após fazê-lo. Já tratei da parte mais importante que consiste na exposição dos meus sentimentos e, por muito paciente que eu deva ser nesta altura das nossas vidas, e por muito que eu evite pensar no assunto, há sempre qualquer coisa… Não é, nem nunca deixará de ser a primeira vez que algo do género cairá sobre mim, afinal, estou mais suscetível ao amor do que me apercebo, contudo, se há presença que nunca falha é a de dor, não das dolorosas, mas sim a representação de uma passagem pelo nosso corpo e que, por muito sumptuosa, abandona sempre marcas.
Já considerei muita coisa e uma delas é a de não enxergar este sentimento como algo a sério. Não porque não me diga nada, mas, muito em parte, provavelmente, pelo resultado de um respeito que eu quero que se mantenha entre nós, seguido de uma relação de amizade saudável, e pouco mais. Lá se foi o tempo em que eu ansiava por construir uma relação amorosa com uma das minhas paixonetas, principalmente porque cresci e me apercebi numa realidade que, enfim, não corresponde com muitas das expectativas projetadas em jeito de fantasia… Quero tê-lo ao meu lado, porventura, nada mais do que isso… Por enquanto.
Ainda assim, quero fazê-lo. Expor ainda mais os sentimentos, rasgar o peito e retirar dali um coração amachucado e, quiçá, renová-lo e obter um resultado inesperado, de pura alegria e experiências novas. Beber um pouco da fantasia, sabem? Mas há que ser prudente, como sempre o fui. Não expor a vulnerabilidade, porém, não ser assim tão rígida comigo mesma. Jogar pelo seguro sem viver na defensiva. Estou curiosa para ver no que é que isto irá dar… Até lá, as vontades ficarão por aí, guardadas no peito à espera do momento certo. Se é que existe momento certo…
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    Joaninha
    23 de Novembro, 2017 at 13:25

    Lindo! Gosto tanto das tuas reflexões, girl, principalmente, tendo em conta que te tenho vindo a conhecer melhor. Se isto for o que eu estou a pensar, devo dizer que não me admira que estejas a pensar assim, sabia que acabarias por chegar a estas «conclusões»!

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    IMPERIUM
    23 de Novembro, 2017 at 18:10

    Joaninha, é sempre um alívio ler estes teus comentários, de verdade! Eles continuam a provar-me de que vale sempre a pena continuar a trazer este tipo de reflexões para aqui! Obrigada pelas palavras, pela compreensão e por aqui continuares, não só enquanto leitora, mas, principalmente, como uma grande amiga! Beijo grande! ??

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