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WHAT ABOUT PHOTOGRAPHY? #5

26 de Novembro, 2017
Estou quase a chegar aos 20. Sei que ainda falta meio ano para isso acontecer – mais, até!-, e que bem há pouco tempo, eu partilhei acerca dos meus 19. Todavia, por vezes é inevitável não pensar neste facto sem que, bem lá no fundo, eu me sinta orgulhosa, porque não, eu não tenho medo de estar a ficar velha, se bem que esse termo não se adeque na perfeição com a figura que eu apresento ao mundo – apesar de tudo, dão-me sempre menos idade pelo rosto e muito mais pela mentalidade.
Sinto-me honrada por ter sido criada num ambiente de serenidade, compreensão, respeito, rostos sérios e sorrisos brincalhões. Sinto-me orgulhosa por estar a estudar algo de que gosto, por ter a oportunidade que muitos não têm de fazer e praticar atividades que me deixam feliz, só de pensar. Sinto-me orgulhosa por ter ao meu lado as melhores pessoas. Não sei se “orgulho” seja o suficiente para descrever o mar de emoções que me ladeia, contudo, quero que fique bem expresso de que é isso o que eu sinto de mim: orgulho por nunca ter estreitado laços com o chão onde caio, erguendo-me dele, sempre que me é possível. 
Não gosto da sua textura, da sua temperatura, nem tampouco da sensação que me abraça quando estou nele. Sou mais amiga dos pés assentes, cheios de calos, mas ainda assim; da brisa que ora está a meu favor, ora está conta mim, desafiando-me; das dores que descem sobre mim, provando-me de que apesar do trilho ser longo, muito dele já foi percorrido. Agora, sempre que me encaro ao espelho, não me consigo refugiar do facto de estar quase a abandonar a casa dos uns, com todas estas conquistas feitas. 
Existem ações, momentos, tarefas que me relembram disso, mas depois, existem as fotografias que me inspiram a viver a vida de maneira mais intensa, despreocupada e equilibrada. Já vacilei bastante, porém, regressei à base com registos que me direccionam o olhar para o outro lado da margem, para além dos limites do horizonte, pois, sei bem que existe vida por detrás dessa cortina de tons azuis, cinzentos, rosados, dependendo do seu humor. É bom, sabe bem, qual chá quente numa noite de inverno, qual livro intrigante que nos amarra a si, até à mais tardia hora. Tem sido uma bela vida, pois, a vida é bela!

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    Joaninha
    26 de Novembro, 2017 at 14:59

    Não consigo evitar adorar este tipo de reflexões, ainda por cima escritas por ti com tanto cuidado, carinho e dedicação. A verdade é que fico mesmo feliz por te ver com este discurso mais positivo e entusiasmante. Sei que estás à fazer o que gostas e que andas feliz e não há nada que me tranquilize mais nesta amizade do que saber-te bem. A tua fotografia e o jeito que tens para esta gritam a tua personalidade. Como te disse já, devias mesmo arranjar tempo para dedicar a um projecto relacionado com isto. Uma amiga fá-lo e eu adoro todos os resultados. Tenho a certeza que tu farias algo super original e extremamente criativo. Beijo enorme, girl?

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    IMPERIUM
    26 de Novembro, 2017 at 17:50

    Sem palavras, Joana. Sem palavras. Só te sei agradecer pelas palavras, pelo apoio, pelas forças que partilhamos. Não é à toa que nos damos tão bem! Beijo grande! ?

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