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PESSOAL \ Indícios da auto-aceitação

13 de Janeiro, 2017
Com base na experiência, sei dizer-vos que existem certas coisas que nos são capazes de provar que estamos a caminho da auto-aceitação. Para alguns, o facto de andarmos de fato-de-treino, carrapito na cabeça e fones em plena rua é sinal de desleixo, mas para mim, isso significa liberdade. Ainda hoje, saí à rua como os tempos do basquet mandavam, de sweatshirt e calções, uns ténis de “descanso”, meias à mostra e um cachecol, tendo em conta o frio. E embora esse seja o meu estado natural, não fosse eu uma grande amante de roupa desportiva, houve tempos em que a opinião dos outros me latejava na cabeça em forma de preocupação. Durante muito tempo, esse era o meu foco: agradar os outros. E mal sabia eu que esse era o meu único e grande erro: tentar agradar os outros. Sim, eu dou importância àquilo que certas pessoas me dizem, mas nem isso me demove de optar por algo que a mim me soa melhor. A primeira prova de que nos aceitamos como realmente somos passa pelo facto de nem sequer nos atravessar o pensamento aquilo que os outros pensarão de nós. Que se dane isso. Se essas mesmas pessoas tivessem com que se preocupar, o alvo seriam elas, e não nós.  
Crescer tem destas coisas. Estarmos rodeados de ótimos ambientes também. Há quem desvalorize, e bastante, a convivência que se pode estabelecer connosco mesmos, dando primazia aos outros, mas isso é tão aborrecido. Aborrecido no sentido de esperarem sempre que os outros lhes indiquem o caminho a seguir, as coisas a fazer, as respostas a escolher… E isso soa tão mau quanto julgarem que a vida dos outros vos pertence a vocês. Esqueçam essas coisas. Preocupem-se mais convosco. Encarem-se no espelho e vivam por vocês. E nunca pelos outros.