Sem categoria

E SE EU NÃO TIVESSE CRIADO UM BLOGUE?

9 de Janeiro, 2019
Provavelmente, eu não saberia a quantas ando ou a quantas andar… Com toda a certeza, eu estaria a experimentar uma outra versão de mim, uma versão mais pobre de espírito, porque ter um blogue alimenta um dos meus propósitos de vida que é escrever, fazer-me ouvir e escutar os outros. Se eu não tivesse criado um blogue, eu não saberia escutar, pois, em mim, eu não teria trabalhado esta habilidade de auto-reflexão e empatia, dado que só as aprimorei por ter de pesquisar imenso conteúdo e, consequentemente, me deixar entusiasmar pela existência significativa dos outros. 
Não tivesse eu investido nesta coisa de escrever para a internet, e eu não mandaria bem nos estudos, porque a bem ou a mal, sinto-me mais confiante em expor as minhas ideias e a explanar trabalhos escritos, embora, por vezes, reconheça ter de me esforçar ainda mais. Se eu não tivesse fundado este blogue, eu não teria crescido e amadurecido, visto que deixar um registo daquilo que fui abre-me caminho para aquilo que anseio ser, tendo em conta aquilo que sou. Todas estas nuances são inexoravelmente maravilhosas, inexplicáveis… Travar estes diálogos é tão airoso para o auto-conhecimento, de uma sensualidade para o nosso saudável ego, e hoje, ao apresentar este texto, apercebo-me do quão afortunado é aquele Agosto de dois mil e quinze.
Estas observações vão muito além da enumeração de pontos que, ao fim de tantos anos, se vão acumulando com certas práticas. Julgo que interromper o nosso fluxo de vivências e aquiescer perante um momento de silêncio acerca dos nossos afazeres diários, é tão ou mais necessário do que  nos permitimos a admitir. O nosso trabalho, seja ele qual for e desde que não invada certos limites morais, merece ser celebrado, principalmente por nós mesmos. A cada dia, é impossível ficarmos indiferentes em relação à quantidade de pessoas que ultrajam o próprio esforço, com a clara necessidade de almejarem a atenção dos demais, como expressão dos desejos dos seus egos feridos e fixados no mural dos objetos partidos. 
Compreendo perfeitamente o lado daqueles que, na falta de feedback, tomam partido de caminhos que nada-a-ver, contudo, não tem de ser assim. Acima do tráfego que surge conforme o nosso esforço, a plateia principal somos nós e isto serve para diversas áreas da nossa vida. Ter-me sentado, há dias, e rasurado o início desta publicação, foi meio caminho andado para a clarividência das mudanças que quero aplicar na minha vida, em geral, mas neste caso, pelo blogue. Quero que todos saibam que esta coisa de ter um blogue atinge muitas áreas do meu ser e que me orgulho de tudo aquilo que tenho feito, incluindo as repentinas mudanças e os regressos, de forma a que também vocês, bloggers e criadores em geral, se sentem e meditem no quão relevante é a vossa presença por aqui. 

Há dias mais fáceis do que outros, mas isso não é sinónimo para deixarmos entrar a inércia! Fica, então, o desafio para escreverem/falarem de como seria a vossa vida se não tivessem um blogue/canal! Vamos lá começar o ano a semear bons pensamentos acerca da nossa devoção! Estou muito curiosa para ler as vossas opiniões! ♥