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RETRO'18 O MÊS DE ABRIL

2 de Maio, 2018

Gestão de conflitos. Internos, externos, com graus de importância distintos. Isto foi o que mais fiz em Abril. Para além das usuais situações humanas, também fui capaz de celebrar e me integrar em projetos que fizeram toda a diferença, surgidos de um buraco de esperança e que me permitiram a um momento de distração e realização profundos, fazendo-me esquecer por um bocado. Penso que dois mil e dezoito tem vindo a ser um ano desafiante, na medida em que me tem mostrado de que nem tudo são rosas, mundos fantásticos e mantas de positividade. Existem momentos duros, árduos e complicados de ultrapassar, e quando nos vemos nesse emaranhado, temos duas soluções: ou desistimos ou persistimos. E até agora, tenho vindo a persistir.

Ao explorar o meu bullet, apercebi-me de que tenho vindo a escrever mais e isso deixa-me imensamente feliz. Como tal, Abril foi um mês que me facilitou nessa vertente, pese embora os degraus que ainda tenho de escalar. Somando à escrita, li mais do que estava à espera e isso foi o que tornou o meu mês mais suportável. Deitei-me a horas indecentes devido às leituras; perdi-me e fugi um bocado das responsabilidades; celebrei o aniversário de um grande amigo; participei do desafio da Sofia para o Dia Mundial do Livro; considerei tudo e ainda divago pelo nada.

Não sei ao certo como é que refletir acerca de Abril me levará a compreender o que é que se passou, mas de uma certeza não me tiram: dói remoer nos assuntos, mas enquanto o fizermos para os resolver, compensará eternamente… Desconfio ser do stress toda esta minha desorientação na hora de ordenar factos e lhes conceder uma certa importância, pois, tem-se tornado cada vez mais complicado refletir como tanto adoro fazer. Daí ter escrito, mais como um lembrete para mim mesma, de que por muito que doa, todos os esforços não serão em vão.

Cada vez mais, tenho a impressão de que as pessoas se desconectam umas das outras por elas mesmas terem um amontoado de problemas nas mãos, sendo por vezes incapazes de ajudarem os outros. A meu ver, todos nos poderíamos ajudar uns aos outros, afinal, uma mão lava a outra, porém, a carência de tempo dificulta tanto… E mesmo que aqui surjam para argumentar de que existe tempo para tudo, nem sempre há disposição para trocar as tarefas na agenda. É cruel, mas é a verdade.

De qualquer das formas, já só quero torrar anda mais ao sol e respirar sem me sentir imersa num conjunto de blocos de betão armado. Maio é o meu último mês de aulas e embora me sinta a enterrar de cada vez que o digo, vou rogar ao Universo para que me conceda mais uns quantos quilos de forças para me aguentar e fechar o segundo ano com a chave de bronze. Porque pedir mais do que isso implicaria vender a alma que já não tenho (porque está a hibernar, porque mais seria?) ao diabo e não há necessidade disso! Mas é que não há mesmo!

Como foi o vosso mês de Abril? ♥