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Dois anos após o Porto

7 de Março, 2018
“untitled unmastered” e “The Life of Pablo” são dois dos álbuns que me garantem uma viagem segura de volta ao passado. Recordo-me com muito carinho da semana em que realizei aquela que foi a viagem de finalistas do secundário, tendo sido o nosso destino o Porto. Foi uma viagem que me fez crescer, criar vínculos, conhecer pessoas, ao mesmo tempo em que me ofereceu alguma independência e uma fome de viajar mais. Guardo as recordações com muito valor, com muito apreço, pois, é-me impossível de esquecer o nervosismo da altura, as incertezas e os planos que tinha e dos quais já nem me recordo… 
Era o início da minha vida de blogger, o início de uma paixão que se chama fotografia, o início de tantas coisas mais… Foi exatamente no mês de Março em que lá embarcamos a caminho da cidade Invicta, movidos pela curiosidade e pela paixão. Até lá regressar, jamais me esquecerei dos odores diurnos, da brisa da tarde ao longo da Ribeira e da vivacidade das noites… Jamais deixarei passar a noite em que, numa espera pelos outros, sentei-me à varanda de tantos mais e conversámos até perdermos a noção do tempo.



Aconteceu tanta coisa na altura, está a acontecer tanta coisa agora…
Ter-me apegado às recordações fez-me aperceber de que eu estou mais perto de alcançar os meus objetivos do que alguma vez julguei. Faço questão de alimentar o bichinho de sete cabeças que vive dentro de mim, mas acho que está mais do que na hora de o educar, ou, por via das dúvidas, de o deixar partir para outro lugar. Quando fui, era uma miúda excitada, ingénua, que se deixava levar por qualquer coisa. 
Dois anos depois, amadureci, a minha visão de mundo mudou completamente, e já não me apaixono com tanta facilidade. Apesar de tudo, sei que ainda tenho em mim a vontade de explorar, de conviver, de criar memórias, de me superar… Foi uma das semanas mais bonitas, solarengas e gratificantes, na altura, e tão cedo não deixarei de me apoiar na sensação que foi apanhar o comboio para Lisboa e o barco de regresso a casa, enquanto o reflexo dos edifícios me saudava através do rio, embalando-me na dura nostalgia. Dois anos após a viagem, tomei consciência do quão bom é viver sob a minha pele.

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