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Ser para ter ou ter para ser?

17 de Abril, 2016
Ultimamente, a minha vida tem-se apresentado como um aglomerado de indecisões e situações que me colocam à prova. Nunca pensei que, mesmo gostando de fazer uma certa coisa, me sentiria obrigada a fazê-lo devido àquelas formalidades a que nos sujeitamos por vezes. Por muito responsáveis que tenhamos de ser, no final do dia, os focos de luz apontam para nós e nós é que acabamos por ser os principais da história toda. Afinal, qual é a finalidade de associarmos uma coisa que outrora nos fez bem ao stress? Existem, realmente, razões para nos deixarmos ser esmagados por essa situação?
Se ao fim de um tempo, sentirmos que necessitamos de um breakup de certas coisas, então força! Ninguém te pode impedir de dedicares aquele momento a ti mesmo! Quem é que são aquelas pessoas às quais defines como meios para alcançares a felicidade? Eu sempre disse e direi sempre: nós somos seres individuais que nasceram sozinhos, logo, acabaremos sozinhos, independentemente do número de pessoas que nos rodeiem. Por muito amor que recebamos, nós somos o nosso centro e nada mais. Tudo o que vem atrás são apenas consequências dos nossos gostos e escolhas. Vai que acontece uma desgraça e tudo acaba… Que memórias de ti mesmo é que conseguirás extrair para te aguentares por mais? Queremos ser relembrados por aquilo que éramos, fizemos ou tivemos? Talvez consigas associar aquele momento em que recebeste a melhor prenda de sempre, ou então àquela declaração de amor, mas e então? Achas justo arrastares estes itens secundários para o primeiro lugar, sacrificando aquilo a que se chama de sanidade, apenas para te sentires o felizardo? Trágica ou não esta minha maneira de pensar, a verdade é que lutares pela tua sanidade com o fim de voltares a ter ou fazer tal coisa, e não porque precisas de estar bem por ti mesmo, é estares-te a iludir para o resto da vida. Quantas vezes é que já não levámos com bofetadas da vida por termos feito algo por alguém, mesmo sabendo que jamais essa pessoa responderia por nós da mesma forma? É um facto que nenhum sentimento é recíproco, mas bolas!, renunciar aquilo que somos em primeira mão é para dizer basta! 
As coisas não caem do céu. Os sentimentos não nascem do nada. Tudo tem de ser conquistado. A vida é um campo de guerra onde os mais fortes saem vencedores. Talvez não os bacões, mas o que possuem de uma inteligência estratégica, o certo é que existem fases da vida em que temos de sacrificar algo para reconstruirmos aquilo que somos, em prol daquilo que desejamos para o futuro. Se aquela tua amizade deixar de te fazer sentido e estiver a prejudicar-te mentalmente, faz um favor a ti mesmo e larga da pessoa. Se aquela atividade que tanto gostas de fazer começar a tornar-se na origem do teu stress, abandona por um tempo. Se a situação for contigo mesmo, senta-te, olha no espelho e tenta perceber o que é que te anda a obrigar a alimentares esse ódio que sentes por ti mesmo. De pessoas que se odeiam por decisões que tomaram o mundo está cheio.