TBC JAN’20: “TO ALL THE BOYS” (I&II), JENNY HAN (*)

Fiz batota e não tenho qualquer pudor em admiti-lo. No entanto, eis a razão da minha decisão: tendo em conta a minha escolha para o tema do mês de Janeiro do The Bibliophile Club – livros adaptados para o cinema -, quis aguardar pela sequela e retirar outras conclusões para além das que já conservava. Esta espera levou a que conseguisse ler até quarenta porcento do terceiro livro da trilogia “To All The Boys”, o que se tem mostrado uma aventura bastante prazerosa. Já há imenso que procurava por um romance’zinho que me elevasse o espírito, sem cair no usual desconforto da antipatia pela história que estivesse a explorar.

Há imenso que tinha os e-books comigo – obrigada, Sofia!! ♥ -, tendo até comprado o primeiro livro físico há cerca de ano e meio, contudo, já sabem como é que a vida de um leitor funciona: nem todos os livros adquiridos são alvos de leitura momentânea, permanecendo na estante até o universo decidir implodir e renascer das cinzas. As adaptações, por incrível que pareça, estão muito bem feitas, embora fujam de algumas cenas previamente escritas, no entanto, não é em vão que se denominam de “adaptações cinematográficas”.

O que vemos explícito num filme nada mais é do que uma interpretação que os produtores decidem fazer daquilo que lêem – se é que o fazem, por vezes – e, tendo em mente que a própria Jenny Han (a autora) faz questão de estar presente no processo das gravações, se ela concorda com a história que decidem construir em cima das suas bases, porque haveríamos nós, fãs do seu trabalho, de discordar? Claro que há sempre espaço para diversas interpretações e discussões, mas também há limites para as críticas pesadas que por vezes tecemos. E, pela parte honesta e sincera que me toca, não tenho assim tantas críticas para partilhar.

O que para muitos poderá ser um ultraje, do meu ponto de vista, enriquece as adaptações e que são as misturas e alterações de cenas dos três livros, de modo a que a história faça algum sentido. Assim que terminei os dois primeiros livros, apercebi-me desse jogo e, em vez de lhe resistir, fui na onda e me deixei levar. Claro que há cenas que gostaria de ter visto como li, mas como já disse, e por outras palavras, não se pode ter tudo! Agora, entendo todo o fascínio em torno do Peter K. literário – embora o cinematográfico também tenha o seu encanto! -, cheguei à conclusão de que prefiro a Lara Jean do filme e de que existem diversas atitudes das restantes personagens que não fazem total sentido, mas qual de nós é que faz, de qualquer modo? – eheh -.

De leitura rápida e fluída, a trilogia “To All The Boys” – e até onde já li, não vá uma desgraça na narrativa se suceder e trocar-me as voltas! – é adequada para qualquer pessoa, desde aquelas que já estão familiarizadas com romances, até aos que, como eu, tendem a fugir deles. Histórias destas são necessárias para que não nos esqueçamos, jamais, de que todos nós sentimos, amamos, merecemos ser respeitados, bem tratados e, acima de tudo, de que há certas fantasias e sonhos que, por muito impossíveis, poderão tornar-se numa realidade! Custou, mas foi!

Já leram esta trilogia? Como foi a experiência? ♥

→ Publicação inserida para o projeto The Bibliophile Club, em parceria com a Sofia do A Sofia World. Junta-te ao clube no Facebook, ou usa a hashtag #TheBibliophileClub.

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