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SÉRIES "F.R.I.E.N.D.S." (1994-2004)

29 de Agosto, 2017

FRIENDS
Antes de iniciar uma publicação com a minha opinião, tenho que agradecer à Senhora Dona Sofia Costa Lima por me ter quase obrigado a assistir esta série. Não fosse por isso, e eu não me teria sentido inclinada para viver a aventura da minha vida, e nem tão pouco teria conhecido personagens tão humanas, carismáticas e com as quais me identifiquei de forma absurda. Portanto, muito obrigada, Sofia, por teres insistido!
Muitas foram as vezes em que me cruzei com gifs, frases e montagens desta série, no entanto, nenhum deles foi o suficiente para me convencerem a vê-la. Como já mencionei, a Sofia é capaz de ter sido uma das maiores impulsionadoras nesta tarefa, tanto que comecei a ver “F.R.I.E.N.D.S.” em Janeiro deste ano, e só a terminei a 18 de Agosto, relativamente há pouco tempo. Poderia ter levado menos meses, pese embora a quantidade de temporadas e episódios existentes? Sim, pois posso garantir-vos que entre uma a duas semanas, quatro ou cinco temporadas são bem consumidas, tendo em conta que os episódios nem chegam aos 25 minutos, e a trama é de tal maneira bem construída, que nem dão pelo tempo passar.
A temática? A sitcom mais famosa do planeta Terra acompanha as aventuras de um grupo de seis amigos na casa dos trinta anos, assim como o desenvolvimento das suas relações profissionais, amorosas e familiares; e cujo ponto de encontro tão característico e bastante recorrente é o café Central Perk. Por detrás de cada episódio, somos presenteados com muita comédia – não fosse ela da categoria que é -, sarcasmo, drama, romance, e tudo o que poderão imaginar. Por nos fazer viajar na vida de personagens tão reais, é-nos bastante fácil criar laços de empatia com algumas delas, da mesma maneira que passamos a detestar tantas outras pelas suas intervenções. Porém, por termos de percorrer uma estrada de duzentos e trinta e seis episódios – coisa pouca! -, a nossa relação para com eles também vai sofrendo alterações.
F.R.I.E.N.D.S.” prima igualmente por retratar temas como a obesidade e a superação em relação à mesma; a homossexualidade e a forma como é que todo o meio em redor lida com isso; a pouca aceitação por parte dos nossos familiares, contrastando com a valorização que se faz de certos membros em específico; entre outros temas que, por incrível que pareça, em pleno 2017, são mais propensos a caírem na dificuldade de abordagem, do que em 1994.

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As personagens  que por aqui passam são das mais diversas categorias, daí que a série facilmente se converte em parte integrante da nossa vida. Ross, Monica, Rachel, Chandler, Phoebe e Joey são as principais, e só apenas através delas conseguimos obter muitas lições de vida, tais como: evitem se casar com a primeira pessoa que encontrarem à frente; utilizar o sarcasmo como meio de comunicação pode ser das melhores coisas da vida; se a vossa inclinação não é partilhar comida, simplesmente não o façam, e por aí vai. 

Não me colocarei a detalhar cada uma destas personalidades, pois para mim, faz parte da aventura descortinar quem é quem, o que é que cada um deles realmente faz, e como é que cada um deles encara e lida com a vida, porém, posso-vos adiantar que as personagens com as quais me identifico mais são o Chandler e a Phoebe, e eis um pequeno porquê: o sarcasmo é a minha cena e o meu dilema de vida é um grandessíssimo foda-se, de verdade. Por terem passado por diversas situações na vida – o que não anula, de maneira alguma, as vivências dos outros -, essas circunstâncias moldaram estes dois na forma que nos são apresentados, e por serem tão “descontraídos”, é que são dos melhores. Quanto aos outros, não os desgosto, embora encontre semelhanças, todavia, também não são do tipo que eu gostaria de ver por tanto tempo. Contudo, os seis combinam tão bem pelas suas diferenças, que tornam tudo na atmosfera bastante equilibrado!
A narrativa em si é bastante simples, afinal, estamos a conhecer o quotidiano de seis pessoas no meio de uma sociedade, contudo, existem pontos temporais onde nos podemos apoiar, de modo a contabilizarmos o tempo que passa: em todas as temporadas é comum passarmos pelo Dia de Ação de Graças, pelo Natal, pelo Ano Novo, ou por qualquer outro evento que seja demasiado importante para uma das personagens. Apesar da narrativa tão simples, penso que tenha sido trabalhada de forma bastante delicada e cuidadosa, atendendo a detalhes que facilmente armazenamos, sem nunca mais explorar. Há medida que esse mesmo tempo passa, sentimos que algumas relações amadurecem, outras vão-se formando, e algumas balançam de tão bambas. 

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É bastante engraçado observarmos o crescimento de cada uma destas pessoas, mesmo quando julgamos que tal não poderá ser possível. Embora tenha um argumento que facilmente podemos replicar por tantas outras séries, a verdade é que “F.R.I.E.N.D.S.” mexe com as nossas emoções de uma maneira poderosa, ao mesmo tempo que nos ensina a crescer e a aceitar certas circunstâncias da vida de forma leve, no entanto, com os pés na terra e a cabeça no lugar. É um refúgio ao qual vale a pena recorrer nos dias de maior cansaço, assim como nos dias em que queremos acrescentar mais quilos de felicidade no nosso quotidiano. Não houve episódio em que não tivesse gargalhado, o medo de me engasgar com a comida ou a bebida que me acompanhavam no momento. Perdi o números de vezes em que, ao longo destes meses, esta série me ajudou a relaxar e a colocar as ideias no lugar, pese embora a diferença de idades entre mim e as personagens e os nossos percursos de vida. Apesar disso, é tão fácil nos associarmos, que essas divergências são logo postas de parte.

Compreendo o ponto de vista das pessoas que nunca se aventuraram por esta produção devido ao peso da mesma, afinal, dez temporadas não é para toda a gente, porventura, e acreditem no que vos digo, a partir do momento em que começam, é como se estivessem a ceder parte do vosso batimento cardíaco para que tudo chegue a algum lugar. Para que não perdesse o fio à meada, construí uma tabela no meu #BulletJournal, de modo a que a cada episódio, eu pudesse pintar aquilo que ia vendo, tendo o progresso bem pincelado à minha frente. Desse modo, espero inspirar-vos para que dediquem, pelo menos, alguns dias para as primeiras três temporadas. Após isso, duvido que queiram parar de ver!
Já assistiram “F.R.I.E.N.D.S.”? Como foi a vossa experiência? ♥