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O MEU #BULLETJOURNAL

12 de Fevereiro, 2017
A primeira vez em que comprei uma agenda, estava convicta de que lhe daria o uso de que ela merecia. Na minha cabeça, os meus planos eram imensos, assim como a vontade de colocar mãos à obra. Quando ela chegou a casa, comecei por apontar testes e treinos que tinha na altura, na esperança de que, se eu fosse cultivando esse à vontade com o ato de ir apontando os meus afazeres, talvez chegasse ao final do ano com a agenda toda preenchida e bonitinha… Mas eu, sendo como sou, e por muito organizada, não me dou bem com agendas. Por muito que goste de apontar e criar listas, há sempre algo que falha e que, consequentemente, deixa de se identificar com o meu modo de pensar, agir e elaborar tarefas. O tempo foi passando, eu fui crescendo, e da primeira vez que me deparei com o conceito de #BulletJournal foi, exatamente, quando comecei o blogue. A Leonor, do Dancing Shoes, foi a total protagonista desta história, e desde aí que fui pesquisando, tentando e, sem muito sucesso, falhando no ato de criar um bullet journal. Meses depois, a Inês do she, the blog, partilhou connosco a sua agenda personalizada, ao mesmo tempo que nos elucidou para certas questões que pudéssemos ter acerca de como nos organizarmos. Ciente de que a universidade estava por vir, e tendo em conta que talvez a minha vida passa-se a ser mais agitada – o que de facto se pode confirmar -, aquele foi o boost de que eu necessitava para, finalmente, iniciar o meu #bulletjournal!

De início, quando ainda era novata nisto, o que eu mais queria era que o meu pequeno caderninho ficasse parecido com os que via por aí no Tumblr, Pinterest e Youtube. Afinal, o que nos costumam mostrar são cadernos super bonitos e originais, e quem é que não gosta de coisas bonitas e originais? Com a prática, fui-me apercebendo de que não, é completamente impossível o meu bullet journal ser parecido com o do vizinho, visto que temos formas de ser e de estar completamente diferentes, daí eu ainda estar para descobrir qual o formato ideal para mim… Daí, como poderão ver daqui a pouco, eu ter formas de apontar as minhas coisas de forma tão distintas ao longo dos meses. Uma das coisas que mais aprecio neste tipo de organização é o facto de estarmos livres para fazermos o que quisermos dele. Embora existam aquelas “regras” básicas de como nos desenvencilharmos com o bullet, ao final do dia cabe-nos sempre a nós criar códigos que nos ajudarão a viver de forma mais leve os nossos dias. E isso é o que eu mais gosto nisto, o facto de poder revolucionar aquilo que eu mesma fiz nos outros meses, deixando de lado certos aspetos que, noutras situações, me obrigariam a adotar uma outra postura.

Para começar, o que torna este bullet tão meu é o facto de ter sido eu mesma a coser-lhe, colar-lhe e forrar-lhe as páginas. Na altura, eu estava a passar por uma febre incrível de fazer cadernos, o que acabou por me incentivar ainda mais a fazê-lo. Comecei por lhe dar um nome, como podem ver na foto acima (coisa simples), e dei início a esta prática em setembro do ano passado. Numa outra página, apontei as palavras-chave que eu haveria de utilizar ao longo do bullet, e até hoje, não utilizo todas os que lá coloquei. Embora utilize o bullet de forma intensa, essa intensidade não é assim tanta quanto eu gostaria. Aos poucos, tenho vindo a desenvolver novas práticas de organização, e até já cá tenho umas quantas ideias de como as colocar em prática. Talvez no futuro partilhe convosco as mesmas!

Folhas A4, dobradas ao meio, criando o formato A5. Cosidas, coladas e forradas com caixas de cereal e, posteriormente, com uma calça de ganga velha.

Utilizo o bullet mais como uma espécie de elemento híbrido, apontando em dias em que tenho mesmo o que fazer, os meus deveres, algumas ideias que surjam, primeiras impressões de um livro/filme/série, assim como coisas da faculdade e wishlists. Apesar de ser de Artes, não tenho assim tantos desenhos ao longo do caderno, mas admito que costumo caprichar nos separadores dos meses. Tendo, também, a desenhar o calendário mensal a seguir ao separador, assim como os afazeres importantes do mês, os filmes que quero ver, os livros que quero ler, as séries que vou acompanhando em forma de maratona, aniversários e ideias para o blogue. Mesmo que passe horas a pesquisar pelo Pinterest e Youtube, só ultimamente é que aderi às colagens de algumas imagens, assim como de pequenos objetos que dêem para anexar nas páginas, sem que eles fujam a sete pés. Este ano, igual ao ano passado, eu queria voltar a escrever todos os filmes que fosse vendo em 2017, mas no lugar dos filmes, disponibilizei a atividade aos livros, não obstante o uso que também dou ao goodreads. Apesar disso, acho que se torna bem mais divertido apontarmos este tipo de coisas à mão, enquanto temos a liberdade de as enfeitarmos como bem entendemos.

Em inícios de janeiro, tomei a decisão de começar a ver FRIENDS, a série do momento na minha vida. Para não me perder com os episódios, tomei como inspiração algumas das imagens que vi pelo Pinterest, as cores principais do título da série e desenhei uma tabela com as primeiras sete temporadas e seus respetivos episódios, tendo vindo a pintar cada um dos quadrados, à medida que os episódios são vistos. O resultado tem sido incrível, e confesso que estou a gostar bastante deste meu método. Quem sabe, adotá-lo-ei com outras séries, conferindo ao bullet muitas tabelas coloridas! Nas folhas a seguir, para não me ir escapando, dediquei uma página à minha #girlywishlist, onde aponto acessórios, produtos de beleza ou outros elementos que queira mesmo comprar no futuro. Em parceria, colei uma foto de Nova Iorque à noite, assim para me ir inspirando!

O bom do bullet journal é a exatamente a acessibilidade com que ficamos, na hora de criação. O facto de termos uma folha em branco por preencher, à medida em que escrevemos compromissos sérios e, ainda assim, num formato personalizado por nós, confere ao seu uso uma outra dimensão. Se no passado, com agendas, levar os afazeres a serem feitos sem nunca me esquecer deles era quase impossível, agora sei que consigo manejar perfeitamente o meu tempo, sem correr o risco de me espalhar por aí. Este tem sido o formato mais adequado para mim, não só por me deixar estar mais à vontade com as folhas por preencher, mas também porque, assim que este caderno terminar, poderei construir um outro! Não é fantástico?