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BOOK review \ “The eyes of the skin”

18 de Novembro, 2016
Não sou muito de livros técnicos. Prefiro as fantasias e os romances ao técnicos extamente para conseguir fugir da realidade em que vivo diariamente. Apesar de ser bastante curiosa e de ter uma capacidade de reter informação como tão bem sei fazer, estar em Arquitetura também é sinónimo de manter as leituras em dia, principalmente dentro deste género. Se ando a ler com empenho, diga-se que é graças a Cultura, a tal cadeira que me tem fornecido ideias para as publicações do #ARCHtime. De modo a retermos bem aquilo que damos, são-nos indicados textos, cujos temos de comentar para, posteriormente, sermos avaliados. Desta vez, calhou-nos ler um livro de apenas 70 e poucas páginas e que, em duas semanas, abriu-me ainda mais os horizontes.
Da autoria de Juhani Pallasmaa, arquiteto e professor finlandês, “The eyes of the skin” é um livro que expõe a importância dos sentidos aquando da interpretação de uma obra arquitetónica ou uma outra artística. São-nos apresentadas teses que defendem que a visão é o supra sentido dos cinco existentes, mas que ao lados das restantes, acaba por cair na vulgaridade, permitindo estes de terem mais destaque. Embora a primeira parte seja um pouco cansativa e nos deixe um tanto ou quanto baralhados, já a segunda nos deixa mais equilibrados e seguros daquilo que estamos a ler.

Dentro desta leitura, somos capazes de compreender melhor o processo de criação de uma obra de arte e como é que nós, enquanto meros corpos observadores, somos capazes de interpretar tamanhos estímulos, sem darmos por isso. Cogitei bastante, isso é um facto, e passei a percecionar ainda melhor como é que eu enquanto arquiteta deverei agir com os meus projetos para que, mais tarde, seja considerada uma “boa arquitetura”. É um livro que recomendo bastante, pois para além de ser pequenos e de fácil compreensão, é sempre uma mais valia para aqueles que não têm um contacto direto com a área em questão, mas que se importam e gostam de aprender!

  • Reply
    Carolina.
    18 de Novembro, 2016 at 23:02

    "Não sou muito de livros técnicos. Prefiro as fantasias e os romances ao técnicos extamente para conseguir fugir da realidade em que vivo diariamente." – eu sou precisamente o oposto. Não sou nada fã de fantasias e romances e durante muitos anos jurava que odiava ler; simplesmente não andava a ler aquilo que gostava realmente e acabava por perder o interesse nos livros. Eu prefiro coisas mais concretas, técnicas ou não, mas sempre realistas.
    Este livro em particular parece-me diferente dos que costumo ler e mesmo assim cativou-me. Depois dos que tenho em lista de espera, talvez lhe dê uma oportunidade 🙂

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