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BLOG RELATED \ Coisas que a Blogosfera me trouxe (1 Year Edition)

3 de Setembro, 2016

Após um ano a vestir a pele de blogger, muitas das coisas que fui aprendendo ao fazê-lo permanecem. Ao reler aquilo que a blogosfera me trouxe nos primeiros seis meses, apercebi-me de que talvez eu não tenha muito para acrescentar. Ou talvez até tenha, e esteja apenas a fazer suspense! Como disse na primeira publicação relacionada com o aniversário do blogue, este primeiro ano foi uma completa loucura! Já não me imagino sem fazer disto um hobby, e quem sabe, associá-lo à minha futura profissão seria quase que um sonho. Levar a prática da escrita para um outro nível ajuda-me a compreender um pouco melhor os meus sentimentos e aquilo que quero expressar. Se fosse há dois anos, ser-me-ia mais complicado dar a atender as minhas opiniões, assim como as coisas em que acredito. Ao fim e ao cabo, manter um blogue ajudou-me a moldar-me a mim mesma. Para além disto, em um ano de blogosfera aprendi que…
CADA UM DE NÓS MERECE O DEVIDO RESPEITO PELAS COISAS QUE FAZEMOS \ Darmos a nossa mais sincera opinião sem querer deferir as crenças dos outros deve ser respeitada. Dos blogues que sigo, nenhum dos seus autores jamais ofendeu os outros, sendo a ofensa existente cultivada pelas ideias maníacas que alguns alimentam em seus corações. Mais do que nunca, seguir outros blogues abriu-me os olhos para uma compaixão e empatia que deve existir em relação a todos e não só às pessoas que nos são próximas. Aprendi também, e uma vez mais, que é através da internet que se consegue compreender o carácter de cada um.
NÃO HÁ MAL ALGUM EM SERMOS ASSALTADOS PELOS BLOQUEIOS CRIATIVOS \ Quando comecei isto aqui, e acredito que se tenha passado o mesmo com a maior parte dos bloggers, eu tinha medo de ser dizimada pelos famosos bloqueios criativos. Disse algo parecido quando celebrei os seis meses, mas a diferença entre não termos o que dizer e sermos impedidos  de ter, sequer, o que dizer é enorme, pelo menos para mim. Entre não termos o que dizer existe uma possibilidade de conseguirmos, eventualmente, retirar alguma lição para partilhar naquele momento. Um bloqueio criativo excede e até arrasa com qualquer hipótese de querermos dizer algo. Pode arrastar-se por dias, consumir-nos e empurrar-nos para um mar de frustração. Com o passar dos meses, fui combatendo aquela insistência de desejar destruir os bloqueios. Apercebi-me de que é algo completamente normal e que se as pessoas gostarem realmente daquilo que partilhamos com elas, jamais nos abandonarão porque pura e simplesmente não estamos no mood para escrever.
SERMOS FIÉIS A NÓS MESMOS É O SEGREDO PARA TUDO ACONTECER \ Muitos escrevem porque querem aparecer. Outros porque desejam ser patrocinados por x e por y. Alguns, apenas porque sim. Não julgo nenhuma destas espécies, mas uma coisa que me leva a gostar ou não de alguém é o facto de reconhecer nela uma fidelidade para com as suas convicções. Vestir a pele de um outro alguém só porque assim teremos mais visitas ou seguidores, é das coisas mais assustadoras que pode atravessar o pensamento humano (e caso se estejam a questionar, eu não me estou a referir aos bloggers anónimos. Em nada esta minha opinião se relaciona com esse caso). Para além de nos estarmos a iludir, estamos também equivocar a consideração que sentem por nós. Se queremos realmente receber os méritos pelo nosso trabalho e sermos reconhecidos por uma ação, o segredo para que tudo caminhe para o melhor é nos auto respeitarmos e mostrarmos isso ao mundo.  De nada vale construirmos um muro que nos mostra uma coisa, quando o mundo à volta funciona de uma maneira completamente diferente.
FAZER POR APRENDER NÃO É ASSIM TÃO MAU \ Uma das minhas táticas para não cair no vício de fazer uso das mesmas palavras, passa pelo processo de me fazer acompanhar de um dicionário de sinónimos online. Quando um amigo meu se apercebeu desse facto, mostrou-se um pouco surpreendido, confessando que pensava que eu desencantava todo o vocábulo da minha cabeça. Esclareci-o, dizendo que se eu quisesse aprender e inovar, eu não me poderia valer do mesmo disco vezes e vezes sem conta. E eu vejo essa necessidade de buscar auxílio em plataformas destas como algo natural. Para além de vos trazer palavras novas, que sejam sinónimas das vossas conhecidas, acabo por estender o meu conhecimento nessa área. Fazer por aprender não é assim tão mau!
MEXER COM CÓDIGOS ATÉ QUE SE PODE TORNAR DIVERTIDO \ Tudo o que nos é estranho assusta-nos. Seja pegar num carro sem nunca o ter feito, seja ir para uma escola desconhecida, seja decidir criar um blogue e quase arrancar os olhos por não desejar enfrentar os códigos do HTML. Há medida que fui aprendendo qual o melhor método de modificar a imagem do meu blogue, com mais vontade fiquei de aprofundar os domínios para com tal. O segredo para que toda aquela página HTML faça sentido, roça o círculo da paciência que vive em nós. É também necessária muita dedicação e preparação como disse aqui, mas nada é impossível quando nos esforçamos para compreender as coisas.  Garanto-vos que fazê-lo pode tornar-se numa das melhores experiências de sempre, não obstante o tempo que poderemos vir a prescindir do nosso dia.


E dou, neste momento, por terminada as lições dos doze meses!