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O curso certo para mim, o curso que quero fazer

14 de Março, 2016
“Curiosidade” bem que poderia ser o meu nome do meio, tendo em conta os caminhos que a mesma me apresenta no que toca a explorar e conhecer o que me é, inicialmente, desconhecido. O meu pai, desde que eu me lembre, sempre trabalhou no ramo da construção; habitualmente era ele quem cuidava (e cuida) das coisas que se “estragam” cá por casa e, quando alguma coisa precisa de arranjo, é a ele a quem todos recorrem para tornar aquela peça em algo que nunca se danificou. Como tal, eu sempre me fascinei pela profissão dele e, quando me era exequível, vigiava as obras que ele fazia pela casa, acompanhado de ferramentas, pó no cabelo, roupas manchadas de tinta. E não havia uma única vez em que eu não lhe perguntasse como se chamava o tipo de chave que apertava aquele parafuso, o nome da maquineta que tinha o poder de furar paredes e para que servia o silicone… E ainda hoje assim o é.
Sempre que observava um prédio em construção, mil e uma questões assaltavam-me a mente, principalmente como raio é que aquele prédio apareceu ali e era feito de cabeça. Mais tarde, após alguns anos, é que descobri que antes de qualquer edifício ser construído, o mesmo provinha dos projetos e desenhos elaborados pelos arquitetos. Sempre me deixei fascinar pelas linhas direitas, pelos objetos que todos conhecemos e que são tridimensionais, pelos edifícios de fachadas e artefactos mais elaborados… Cheguei a ter em mãos alguns projetos que o meu pai tinha para aí guardados, explorei por algumas vezes o programa AUTOCAD e, continuamente, aquela curiosidade de explorar esta área foi sendo alimentada pelo desejo de querer fazer o mesmo no futuro…  E foi naquele exato momento, em que o monstrinho que adorava a construção estava bem alimentado, que eu decidi que queria ser arquiteta. É claro que, antes de chegar a essa conclusão, eu queria ser médica, ter o meu próprio hospital, salvar vidas, mas à medida que uma pessoa vai crescendo e dominando os seus gostos, a realidade começa por se apresentar com uma outra veste. As questões passaram a ser diferentes e de um carácter mais adulto: “Como é que os arquitetos elaboram um projeto de um edifício? O que é que é necessário para que tal aconteça? Como é que a mente de um ser humano pode ser tão fascinante?”, e por aí fora. 
O que me ajudou, e muito, a quase concretizar o sonho de ser arquiteta passou por ter uma orientação escolar no nono ano, com o acompanhamento de uma psicóloga e eu não poderia ter tomado uma decisão melhor ao aceitar ser auxiliada numa altura em que não fazia ideia do que escolher enquanto área. Questionei, tirei as minhas dúvidas, foram-me entregue documentos com informações relacionadas com cursos, institutos, a diferença entre um superior politécnico e universitário, etc., fui submetida a testes escritos e visuais e os resultados apenas confirmaram aquilo que, coincidência ou não, me estava destinado. Passei para o décimo, aterrei no curso de Artes Visuais com uma sede de aprender e desenvolver o meu lado artístico, apaixonei-me pela Geometria Descritiva e, hoje, a meses de irromper para uma nova fase da minha vida, dou-vos a conhecer o que é que eu quero fazer no futuro e que, certamente, me tornará numa pessoa mais feliz e realizada. Como é óbvio, toda eu estou numa pilha de medos e receios, mas é tudo uma questão de trabalho e alguma esperança. Preparem-se porque daqui a uns anitos já vos posso desenhar, restaurar e ainda dar uma dicas acerca da vossa casa. 
Não é tão bom quando sentimos que estamos num bom caminho?