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MENSTRUAÇÃO | Mudanças ecológicas que contam

28 de Fevereiro, 2022

Sempre me fez imensa confusão a quantidade de pensos higiénicos ou tampões que usava. Além de super desconfortáveis, eram métodos que demandavam imenso dinheiro, isto para não referir como seria se os continuasse a usar. Não digo que não tenha uns quantos pela gaveta, afinal nunca sei quando tenho visitas e os imprevistos acontecem a todo o momento.

Todos estes movimentos ambientalistas mexem comigo, mesmo que eu pretenda não me deixar levar. Claro que há coisas que eu não consigo aplicar devido às minhas possibilidades, no entanto, seria um tanto mau da minha parte se não tentasse ao menos manusear algumas das minhas responsabilidades. Uma delas a da menstruação.

Muito ligado ao meu percurso espiritual, comecei a olhar para o meu corpo de outra forma. Além de aprender que também ele é um templo com as suas necessidades de limpeza, consigo isso sempre que menstruo… Nada mais justo, portanto, do que criar um ritual mais agradável para esta fase em que expulso tudo o que acumulo, me renovo e amadureço.

Tentei converter os pensos do supermercado nos de algodão reutilizávies, mas o que eu queria mesmo era uma solução que perdurasse no tempo (tanto no meu corpo como com o passar dos anos), que não deixasse marcas, fosse simples de usar e ecológico.

Debati-me, primeiramente, se os coletores menstruais seriam o melhor dado à minha condição de virgem (e que não é novidade para quem ouviu este meu episódio ↓↓↓↓). Eis um detalhe que não tenho problemas em expor, uma vez que é mais comum do que a sociedade faz parecer.

Sendo ensinada como intocável, a virgindade traz consigo uma formatação de pensamento quanto ao que devemos ou não inserir nos nossos corpos, mesmo que sejam a melhor solução. Quando comecei a usar tampões, confesso que tive dificuldades ao início tanto a colocar como a retirar, coisa que foi melhorando com o tempo…

…e se via estes com um espírito complexo, considerar coletores seria um completo suicídio. Primeiro de tudo, como é que haveria de colocar um copo daquele diâmetro dentro de uma vagina virgem? – pensei imensas vezes. Nada, no entanto, que as pesquisas e conversas com amigas não tenham amenizado.

Aprendi acerca da sua lavagem, inserção por dobras e manutenção. Acordei inspirada numa manhã de verão do ano passado, dirigi-me a uma Wells e apostei num da marca Intimina – o LilyCup One – por ser dobrável e trazer uma caixinha de armazenamento. Até ao momento em que escrevo – e em que o estou a usar inclusive -, tenho fases menstruais em que me vejo aflita para o conseguir colocar à primeira.

Não que doa, isso foi mais ao início devido à antiga elasticidade da vagina, mas só acerto à terceira ou quarta tentativa. Gosto de garantir que o copo abre, fica afixado ao colo do útero e se torne discreto.

Consoante o dia da fase, ele coleta o fluxo menstrual ao longo de 12h, o derradeiro momento em que deve estar em contacto com o corpo. Ele apenas derrama quando já está cheio, mas até que aconteça 1) ou foi mal colocado, mesmo que tenha dado a impressão do oposto; 2) ou está literalmente a transbordar ao fim de algumas horas!!!

Foi com isso em mente que pesquisei desenfreadamente pela melhor cueca menstrual para mim. Ainda existem umas quantas que quero comprar, mas aproveitei os descontos de novembro da LeLambu para encomendar um pack de 3 cuecas de capacidade máxima. Tudo para garantir que eu não me sujo ou tenha de me preocupar com a chegada do período.

Também a cueca, consoante o fluxo de cada uma, consegue absorver a menstruação ao longo de um dia se for necessário! Gosto de a usar no suposto primeiro dia (e que nunca me deixa mal!), durante a noite ou no terceiro/quarto dia em que já está tudo mais calmo.

Se acontecer menstruar durante a noite, prefiro usar o copo pela manhã para poupar as cuecas. Agora que posso jogar com estas opções, sinto-me cada vez mais leve, limpa e responsável. Limpa no sentido de saber que não tenho potenciais produtos a prejudicar-me a saúde, respeitando-a pelo que é!

Com certeza ainda tenho imensa coisa para aprender e renovar quanto às minhas escolhas, mas estes foram os melhores investimentos dos últimos tempos!

Para quem ainda se sente desconfortável com esta questão do período, estas opções são autênticos choques de realidade. Além de nos obrigar a ter um contacto direto com o sangue, temos de lidar com o cheiro, a textura, a cor… Por isso, aconselho sempre uma primeira abordagem genuína e curiosa quanto ao nosso corpo nesta e em todas as fases.

Se nunca chegaram a considerar, aconselho-vos a pensar no assunto sem qualquer medo de errar ou questionar. Há métodos que funcionam melhor do que outros – até eu já pensei em comprar um copo com outro formato -, somente para garantir que a menstruação se torna mais flexível e não um gatilho de stress quando aparece!

Fico imensamente feliz por saber que vivo numa época em que estas inovações têm um palco próprio, agora é ansiar que sejam acessíveis a todas, junto de uma pedagogia compreensível!

Entretanto, conta-me: conhecias/usas alguma destas opções? ♥

    O que pensas sobre o assunto? Gostaria de ler a tua opinião! ♥

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